Relatório de Sustentabilidade
Relatórios de Sustentabilidade profissionais para PMEs. GRI Standards 2021, IFRS S1/S2 e SASB. 3 planos a partir de R$990.
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Resumo
Este artigo detalha como Pequenas e Médias Empresas (PMEs) brasileiras com 20 a 100 funcionários podem elaborar um Relatório de Sustentabilidade profissional alinhado aos padrões da Global Reporting Initiative (GRI). Cobre os 16 indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança) essenciais, os frameworks disponíveis (GRI, SASB, IFRS S1/S2), o efeito cascata da Resolução CVM 193/2023 sobre fornecedores, e como usar o relatório para obter crédito bancário via BACEN 4.945/2021. Segundo a CNI (2023), 72% das grandes empresas já exigem dados ESG de fornecedores, enquanto apenas 7% das PMEs publicam algum relatório. A Paloma oferece três tiers — Essencial (R$ 990, 16 indicadores), Estruturado (R$ 1.990, 29 indicadores) e Estratégico (R$ 3.990, 39+ indicadores) — como alternativa a consultorias que custam R$ 30.000 a R$ 120.000.
Seu cliente corporativo pediu um relatório de sustentabilidade da sua empresa pequena. Ou o banco condicionou aquela linha de crédito a "documentação ESG (Environmental, Social and Governance — Ambiental, Social e Governança)". Você não está sozinho: 72% das grandes empresas brasileiras já exigem ou planejam exigir dados ESG de fornecedores até 2026, segundo a CNI (2023). Enquanto isso, apenas 7% das PMEs (Pequenas e Médias Empresas) publicam algum tipo de relatório, segundo o SEBRAE (2023). A distância entre a demanda e a oferta é onde sua empresa perde contratos — ou ganha vantagem competitiva.
Este guia mostra o que é um relatório de sustentabilidade, quais indicadores sua PME precisa reportar, como montá-lo em seis etapas práticas e quanto custa sair do zero para um documento profissional. Sem jargão desnecessário. Sem promessa de que será fácil. Com tudo que você precisa para tomar a decisão certa.
Publicação periódica que comunica o desempenho ambiental, social e de governança de uma organização aos seus stakeholders. Pode seguir padrões como GRI, SASB ou IFRS S1/S2. No Brasil, será obrigatório para empresas de capital aberto a partir de 2026 (Resolução CVM 193/2023). Para PMEs, é voluntário mas cada vez mais exigido por clientes e investidores.
O que é um relatório de sustentabilidade e minha PME precisa ter um?
O relatório de sustentabilidade é um documento que divulga o desempenho da empresa nos pilares ambiental, social e de governança (ESG), usando indicadores quantitativos baseados em padrões como GRI e IFRS. PMEs não são obrigadas por lei (a obrigatoriedade direta atinge companhias abertas via CVM 193/2023), mas são cada vez mais cobradas por clientes corporativos, bancos (BACEN 4.945/2021) e editais públicos (Lei 14.133/2021). Uma PME pode começar com 16 indicadores básicos usando dados que já possui — contas de energia, folha de pagamento, licenças vigentes.
Resumo
O que é um relatório de sustentabilidade e por que sua empresa pequena está sendo cobrada
O relatório de sustentabilidade é a publicação periódica que comunica o desempenho ambiental, social e de governança de uma empresa com indicadores mensuráveis baseados em padrões como GRI. PMEs são cobradas por três forças simultâneas: supply chain de empresas listadas (CVM 193/2023), critérios ESG bancários (BACEN 4.945/2021) e licitações públicas (Lei 14.133/2021).
Key takeaway: PMEs que não organizarem dados ESG perderão contratos com grandes empresas e acesso a crédito bancário nos próximos 12 meses.
Um relatório de sustentabilidade é a publicação periódica que comunica, de forma estruturada, o desempenho ambiental, social e de governança de uma organização. Diferente do balanço financeiro, ele avalia valor além do lucro: como a empresa trata o meio ambiente, seus funcionários e suas práticas de gestão.
Segundo o GRI (Global Reporting Initiative) 1: Foundation (2021), o relatório deve ser baseado em indicadores mensuráveis — não em narrativas vagas sobre "compromisso com o planeta". São números: kWh consumidos, toneladas de resíduo geradas, taxa de rotatividade, existência de código de ética.
Para PMEs, a pergunta não é mais "devo fazer?", mas "quando vou começar?". Três forças convergem ao mesmo tempo:
- Supply chain: Empresas listadas em bolsa precisarão reportar dados ESG de fornecedores a partir do exercício 2026 (Resolução CVM — Comissão de Valores Mobiliários — 193/2023 + IFRS S1/S2). Se você fornece para uma grande empresa, será cobrado.
- Crédito bancário: Instituições financeiras que adotaram a PRSAC (Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática) já representam mais de R$ 7 trilhões em ativos, segundo o BACEN (Banco Central do Brasil) (2024). Ter documentação ESG facilita a negociação.
- Licitações: A Lei 14.133/2021 (Art. 11, IV e Art. 25, §4º) permite exigir certificação ambiental como critério de habilitação em compras públicas que movimentam mais de R$ 200 bilhões por ano.
A boa notícia: sua PME pode começar com dados que já possui. Contas de energia, folha de pagamento, CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) registradas, licenças vigentes — tudo isso já é matéria-prima de indicadores ESG.
Os 3 pilares ESG: Ambiental, Social e Governança — o que cada um cobre
ESG (Environmental, Social, Governance) é o conjunto de critérios não-financeiros que avalia empresas em três dimensões: ambiental (emissões, resíduos, recursos naturais), social (direitos trabalhistas, diversidade, segurança) e governança (ética, transparência, compliance). Investidores, bancos é reguladores brasileiros usam ESG como indicador de gestão responsável e risco de crédito.
Key takeaway: Mesmo empresas de serviços e tecnologia são avaliadas nos três pilares — Social e Governança pesam tanto quanto Ambiental.
Conjunto de critérios não-financeiros usados para avaliar o desempenho de uma empresa em três dimensões: ambiental (emissões, resíduos, recursos naturais), social (direitos trabalhistas, diversidade, impacto comunitário) e governança (transparência, ética, estrutura de decisão). Adotado por investidores, reguladores e consumidores como indicador de gestão responsável e sustentabilidade de longo prazo.
ESG (Environmental, Social, Governance — Ambiental, Social e Governança) é o conjunto de critérios não-financeiros que avalia o desempenho de uma empresa em três dimensões. Investidores, bancos, clientes é reguladores usam esses critérios como indicador de gestão responsável.
| Pilar | O que avalia | Exemplos para PMEs | Regulação BR relevante |
|---|---|---|---|
| Ambiental (E) | Uso de recursos naturais, resíduos, emissões, conformidade ambiental | Consumo de energia e água, resíduos gerados, emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) | Lei 12.305/2010 (PNRS — Política Nacional de Resíduos Sólidos), Lei 9.605/1998 |
| Social (S) | Relações com pessoas — funcionários, comunidade, fornecedores | Quadro funcional, acidentes de trabalho, diversidade, treinamento | CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), NR-1/PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), Lei 14.611/2023, Lei 14.457/2022 |
| Governança (G) | Estrutura de gestão, ética, transparência, compliance (conformidade regulatória) | LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), código de conduta, canal de denúncias, regularidade fiscal | LGPD, Lei 12.846/2013, Lei 14.133/2021 |
Um equívoco comum: PMEs de serviços ou tecnologia acham que ESG "só vale para indústria" por causa do pilar ambiental. Na prática, os pilares Social e Governança são frequentemente mais relevantes para empresas de serviços — e são exatamente o que bancos e clientes corporativos avaliam primeiro. PMEs representam 99% das empresas brasileiras e empregam 54% da força de trabalho formal, segundo o SEBRAE (2023) — o impacto agregado dos três pilares nesse segmento é enorme.
CVM 193/2023: quem é obrigado por lei vs. quem é impactado pelo efeito cascata
A Resolução CVM 193/2023 obriga companhias abertas a publicar relatório de sustentabilidade no padrão IFRS S1 (Requisitos Gerais para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade) e IFRS S2 (Divulgações Relacionadas ao Clima) a partir do exercício 2026. PMEs não são diretamente obrigadas, mas são impactadas pelo efeito cascata: empresas reguladas precisam reportar dados ESG de toda a cadeia de fornecedores (Escopo 3), gerando demanda sobre PMEs. Segundo a CNI (2023), 72% das grandes empresas já exigem ou planejam exigir esses dados.
Key takeaway: Sua PME não é obrigada pela CVM 193/2023, mas será cobrada pelos clientes que são — o efeito cascata já começou.
Fenômeno pelo qual obrigações regulatórias de grandes empresas (companhias abertas, reguladas pela CVM 193/2023) se propagam para suas cadeias de fornecedores. Para cumprir IFRS S1/S2 (Escopo 3), empresas listadas precisam coletar dados ESG de fornecedores — gerando demanda sobre PMEs que não são diretamente reguladas, mas passam a ser impactadas pela regulação.
A Resolução CVM nº 193/2023 obriga companhias abertas, fundos de investimento e securitizadoras a publicar relatório de sustentabilidade no padrão IFRS S1/S2 a partir do exercício 2026 (publicado em 2027). A adoção voluntária é permitida desde o exercício 2024.
Precisão regulatória. A CVM 193/2023 se aplica diretamente apenas a companhias abertas. PMEs não são obrigadas por esta resolução. O que atinge as PMEs é o efeito cascata: empresas reguladas precisam reportar dados ESG de toda a cadeia de valor (Escopo 3 do IFRS S2), o que gera demanda sobre fornecedores de menor porte. Última verificação: abril 2026.
O mecanismo funciona assim:
- A empresa listada em bolsa é obrigada a divulgar riscos e oportunidades ESG (IFRS S1)
- O IFRS S2 exige dados de emissões nos Escopos 1, 2 e 3 — onde Escopo 3 (Outras Emissões Indiretas) abrange toda a cadeia de fornecedores
- Para cumprir, a empresa listada envia questionários ESG aos fornecedores
- Sua PME recebe esse questionário. Se não tem dados organizados, perde pontos na avaliação — e, eventualmente, o contrato
Esse efeito cascata já está acontecendo. 72% das grandes empresas brasileiras já exigem ou planejam exigir dados ESG de fornecedores até 2026, segundo a CNI (2023). Se sua PME fornece para uma empresa de capital aberto, a cobrança é questão de timing, não de "se".
Frameworks disponíveis: GRI, SASB, IFRS S1/S2 — qual usar para PMEs
Os três principais frameworks para relatórios de sustentabilidade são GRI (impacto nos stakeholders), SASB (Sustainability Accounting Standards Board — materialidade financeira por setor) e IFRS S1/S2 (compliance regulatório CVM 193). Para PMEs brasileiras, o GRI é o ponto de partida mais prático: permite abordagem escalonada e é adotado em 73% dos relatórios ESG globais, segundo a KPMG (2024).
Key takeaway: Comece pelo GRI-Referenced — é o framework mais adotado globalmente e permite evolução gradual sem retrabalho.
Organização internacional que pública os padrões mais utilizados no mundo para relatórios de sustentabilidade. Os GRI Standards definem indicadores específicos para temas ambientais, sociais e de governança, permitindo comparabilidade entre empresas. Adotado como referência pela CVM para relatórios obrigatórios de empresas brasileiras de capital aberto.
Existem três frameworks principais para relatórios de sustentabilidade. A escolha depende do objetivo da sua PME:
| Framework | Foco | Melhor para | Complexidade para PMEs |
|---|---|---|---|
| GRI Standards (2021) | Impacto da empresa no mundo e nos stakeholders | Relatórios amplos de sustentabilidade | Baixa a média — permite abordagem escalonada |
| SASB (Sustainability Accounting Standards Board) | Impacto financeiro do ESG no investidor (77 setores) | Empresas buscando investidores ou supply chains internacionais | Média — setorial e específico |
| IFRS S1/S2 | Riscos e oportunidades financeiros de sustentabilidade | Compliance regulatório (CVM 193) e alinhamento global | Alta — padrão para empresas listadas |
Para PMEs, o GRI é o ponto de partida mais prático. É o framework mais utilizado do mundo — 73% dos relatórios ESG globais o adotam, segundo a KPMG (2024). Mais de 10.000 relatórios foram publicados seguindo GRI apenas em 2023, segundo o GRI Sustainability Disclosure Database.
O GRI permite três níveis de adoção:
- GRI-Referenced: Cita e usa indicadores selecionados, sem cobertura total. Ideal para a primeira versão do relatório.
- GRI "with reference": Usa GRI Standards como referência formal, com citação mais estruturada. Evolução natural após o primeiro relatório.
- GRI "in accordance" (Core): Atende todos os requisitos de GRI 1, GRI 2 e GRI 3, com GRI Content Index completo. Para empresas que usam ESG como vantagem estratégica.
A Paloma estruturou seus tiers exatamente nessa progressão: Essencial (GRI-Referenced), Estruturado (GRI "with reference" + SASB opcional) e Estratégico (GRI "in accordance" + IFRS S1/S2 + SASB).
16 indicadores essenciais para sua primeira versão (8 Ambiental + 5 Social + 3 Governança)
O tier Essencial da Paloma contempla 16 indicadores ESG com referência GRI: 8 ambientais (energia, água, resíduos, emissões estimadas, conformidade), 5 sociais (quadro funcional, rotatividade, acidentes, treinamento, diversidade de gênero) e 3 de governança (estrutura de gestão, LGPD, regularidade fiscal). Todos extraíveis de documentos que a empresa já possui, como contas de concessionárias e folha de pagamento.
Key takeaway: Você já tem os dados para 16 indicadores ESG — contas de energia, folha de pagamento e licenças vigentes são suficientes.
Estes são os indicadores do tier Essencial — o mínimo viável para um relatório de sustentabilidade profissional. A premissa: usar apenas dados que sua empresa já possui.
Os 16 indicadores apresentados são a estrutura padrão da Paloma, baseada em GRI Standards e regulação brasileira. A lista exata pode variar conforme o setor de atuação da empresa (CNAE) e o resultado da análise de materialidade.
Indicadores Ambientais (8)
| Código | Indicador | Unidade | Fonte de dados | GRI |
|---|---|---|---|---|
| E1 | Consumo total de energia | kWh/ano | Contas de energia elétrica | 302-1 |
| E2 | Participação de energia renovável | % | Contrato de energia / certificados | 302-1 |
| E3 | Consumo total de água | m³/ano | Contas de água | 303-5 |
| E4 | Resíduos sólidos gerados | toneladas/ano | Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) | 306-3 |
| E5 | Resíduos reciclados ou reutilizados | % do total | MTR + notas de cooperativas | 306-4 |
| E6 | Resíduos perigosos (se aplicável) | toneladas/ano | MTR Classe I (NBR 10004 — Classificação de Resíduos Sólidos) | 306-3 |
| E7 | Estimativa de emissões GEE escopo 1+2 | tCO2e/ano | Calculadora simplificada (energia + combustível) | 305-1/2 |
| E8 | Não-conformidades ambientais legais | contagem (0 = ideal) | Consulta IBAMA / órgão estadual | 2-27 |
A maioria desses dados vem de documentos que sua empresa já recebe: contas de concessionárias, MTR e consultas públicas. O indicador E7 (emissões) usa fatores de emissão do MCTI aplicados ao consumo de energia e combustível — não exige inventário de carbono completo no tier Essencial.
Os indicadores de resíduos (E4 a E6) conectam-se à Lei 12.305/2010 (PNRS). Se sua empresa gera resíduos que não entram na coleta municipal, esses dados podem ser o ponto de partida para um PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) futuro.
Indicadores Sociais: CLT, segurança do trabalho, diversidade e fornecedores
Os indicadores sociais do relatório de sustentabilidade avaliam como a empresa trata seus funcionários, comunidade e cadeia de fornecedores. O tier Essencial inclui 5 indicadores extraíveis do eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) e da folha de pagamento (quadro funcional, rotatividade, acidentes, treinamento, diversidade de gênero). Os tiers Estruturado e Estratégico adicionam gap salarial (Lei 14.611/2023), PCD, satisfação e due diligence.
Key takeaway: Cinco indicadores sociais já saem do eSocial e da folha de pagamento — o esforço de coleta é praticamente zero.
Essencial — 5 indicadores
| Código | Indicador | Unidade | GRI | Regulação |
|---|---|---|---|---|
| S1 | Quadro funcional por tipo de contrato | CLT / PJ / temporário / estágio | 2-7, 2-8 | CLT (DL 5.452/1943) |
| S2 | Taxa de rotatividade voluntária | % (últimos 12 meses) | 401-1 | — |
| S3 | Acidentes de trabalho e taxa de gravidade | contagem + dias perdidos | 403-9 | NR-1, CLT Art. 169 |
| S4 | Horas médias de treinamento por funcionário | horas/func/ano | 404-1 | — |
| S5 | Percentual de mulheres no quadro | % | 405-1 | — |
Todos extraíveis do eSocial e da folha de pagamento, sem esforço adicional. O questionário da Paloma cobre esses cinco indicadores em cinco perguntas diretas.
Estruturado — 5 indicadores adicionais
O tier Estruturado adiciona indicadores que exigem coleta ativa:
- S6 — Gap salarial por gênero: Razão salário médio mulheres/homens no mesmo nível hierárquico. A Lei 14.611/2023 já obriga empresas com 100+ funcionários a publicar relatório de transparência salarial. Segundo o MTE (2024), 49.587 empresas brasileiras com 100+ empregados estavam obrigadas a publicar esse relatório em 2024. Para PMEs menores, é voluntário mas demonstra compromisso concreto.
- S7 — Taxa de contratação PCD vs. cota legal: Relevante para empresas acima de 100 funcionários (Lei 8.213/1991, Art. 93).
- S8 — Benefícios além do mínimo legal: Plano de saúde, auxílio creche, horário flexível, licença parental estendida.
- S9 — Satisfação dos funcionários: NPS interno ou pesquisa anual — mesmo uma pergunta anônima já gera dado reportável.
- S10 — Avaliação social de fornecedores críticos: Verificação de compliance trabalhista dos top 10 fornecedores por volume (FGTS em dia, CNDT negativa, NRs básicas).
Estratégico — 5 indicadores adicionais
Para empresas que usam ESG como diferencial: diversidade por raça/etnia (S11), engajamento comunitário (S12), absenteísmo e análise de causas (S13), risco de trabalho infantil/forçado na cadeia (S14) e declaração de due diligence de direitos humanos (S15).
Indicadores de Governança: LGPD, ética, riscos e compliance
Os indicadores de governança avaliam estrutura de gestão, conformidade legal e ética empresarial. O tier Essencial cobre 3 indicadores: estrutura de gestão documentada, status de compliance LGPD (Lei 13.709/2018) e regularidade fiscal. Os tiers avançados adicionam código de ética (atenuante pela Lei 12.846/2013), canal de denúncias (obrigatório via Lei 14.457/2022 para empresas com CIPA — Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio) e política anticorrupção.
Key takeaway: Conformidade com a LGPD e designação de DPO são os indicadores de governança mais avaliados por bancos e clientes corporativos.
Essencial — 3 indicadores
| Código | Indicador | O que avalia | Regulação |
|---|---|---|---|
| G1 | Estrutura de gestão documentada | Contrato social + organograma | — |
| G2 | Status de compliance LGPD | DPO (Encarregado de Proteção de Dados) designado, consentimento, resposta a incidentes | LGPD (Lei 13.709/2018) |
| G3 | Regularidade fiscal e legal | Licenças vigentes, ausência de multas | Múltiplas |
Para a maioria das PMEs, G2 (LGPD) é o indicador de governança mais relevante. A Lei 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) exige que toda empresa designe um DPO (Encarregado de Proteção de Dados), adote mecanismos de consentimento e tenha plano de resposta a incidentes. Se sua empresa trata dados pessoais de clientes ou funcionários — e toda empresa trata — esse indicador se aplica.
Estruturado — 4 indicadores adicionais
- G4 — Código de ética/conduta: A existência de código documentado é atenuante em processos sob a Lei 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), Art. 7º, VIII.
- G5 — Top 5 riscos ESG identificados: Sessão de uma hora com gestores para mapear riscos com classificação simples (alto/médio/baixo).
- G6 — Canal de denúncias: A Lei 14.457/2022 obriga empresas com CIPA (a partir de 20 empregados) a ter canal para denúncias de assédio. PMEs menores se beneficiam por demonstrar maturidade em governança.
- G7 — Política anticorrupção documentada: Relevante para PMEs que vendem para governo ou grandes empresas. Regulamentada pelo Decreto 11.129/2022, que define programa de integridade como conjunto de mecanismos institucionais.
Estratégico — 5 indicadores adicionais
Responsável ESG designado (G8), engajamento de stakeholders (G9), política de conflitos de interesse (G10), programa de compliance estruturado (G11 — Decreto 11.129/2022) e remuneração vinculada a metas ESG (G12).
Passo a passo: relatório de sustentabilidade para empresa pequena em 6 etapas
A elaboração de um relatório de sustentabilidade para PMEs segue seis etapas: identificar a motivação e definir escopo, mapear dados disponíveis, preencher questionário de coleta (1-2 horas no tier Essencial), realizar análise de materialidade, gerar o relatório com referência GRI e publicar para stakeholders relevantes (clientes, bancos, funcionários, site institucional).
Key takeaway: Com dados que sua empresa já possui, é possível gerar um relatório profissional em uma a duas horas de preenchimento.
Etapa 1: Identifique a motivação e defina o escopo
Antes de coletar qualquer dado, responda: quem está pedindo o relatório e para quê?
- Cliente corporativo pediu: Foco nos indicadores que o questionário dele cobre (geralmente ambientais + trabalhistas)
- Banco condicionou crédito: Foco em governança e conformidade legal (BACEN 4.945)
- Licitação exige: Foco em certificações e indicadores ambientais (Lei 14.133)
- Decisão estratégica própria: Foco amplo nos três pilares
Etapa 2: Mapeie seus dados disponíveis
Liste os documentos que sua empresa já possui:
- Contas de energia elétrica e água (últimos 12 meses)
- Folha de pagamento e registros do eSocial
- CATs (Comunicações de Acidente de Trabalho) registradas
- MTRs (Manifestos de Transporte de Resíduos)
- Licenças ambientais e certidões negativas
- Contrato social e organograma
Se você tem esses documentos, já tem matéria-prima para os 16 indicadores do tier Essencial.
Etapa 3: Preencha o questionário de coleta
No caso da Paloma, o questionário do tier Essencial tem aproximadamente 25 perguntas objetivas. Tempo estimado: uma a duas horas para o gestor. Para o tier Estruturado (~45 perguntas), reserve três a quatro horas e envolva o RH.
Etapa 4: Realize a análise de materialidade
Ferramenta que identifica e prioriza os temas ESG mais relevantes para a empresa e seus stakeholders. Cruza o impacto do tema no negócio com a importância para partes interessadas, gerando uma matriz visual. É o ponto de partida para definir o conteúdo do relatório de sustentabilidade e concentrar esforços nos temas de maior impacto.
Identifique quais temas ESG são mais relevantes para o seu setor e seus stakeholders. No tier Essencial, a Paloma aplica materialidade simplificada baseada no CNAE da empresa. No Estratégico, a sessão de materialidade é facilitada (duas a três horas) e gera a matriz de dupla materialidade, conforme recomendado pelo GRI 3: Material Topics (2021) e pelo EFRAG ESRS 1.
Etapa 5: Gere o relatório
Com os dados coletados e a materialidade definida, o relatório é gerado com referência GRI (nível adequado ao tier), incluindo indicadores quantitativos, contexto regulatório e recomendações de melhoria.
Etapa 6: Publique e comunique
O relatório só gera valor se for comunicado. Envie para:
- Clientes corporativos que solicitaram
- Banco, junto ao pedido de crédito
- Funcionários (transparência interna)
- Site institucional (reputação e licitações)
Nossos 3 planos: Essencial, Estruturado e Estratégico — qual é para você
A Paloma oferece o Relatório de Sustentabilidade em três tiers: Essencial (16 indicadores, GRI-Referenced, R$ 990), Estruturado (29 indicadores, GRI "with reference", R$ 1.990) e Estratégico (39+ indicadores, GRI "in accordance" + IFRS S1/S2, R$ 3.990). A escolha depende da motivação (demanda imediata, estratégia ESG em formação ou vantagem competitiva) e do porte da empresa.
Key takeaway: O Essencial (R$ 990) resolve a primeira cobrança; o Estruturado e Estratégico escalam conforme a maturidade ESG da empresa.
A Paloma oferece o Relatório de Sustentabilidade como produto único em três tiers. PGRS e Inventário de GEE são temas cobertos dentro dos indicadores ambientais do relatório, mas não são produtos separados.
| Essencial | Estruturado | Estratégico | |
|---|---|---|---|
| Investimento | R$ 990 | R$ 1.990 | R$ 3.990 |
| Indicadores | 16 (8A + 5S + 3G) | 29 (12A + 10S + 7G) | 39+ (12A+ + 15S + 12G) |
| Nível GRI | GRI-Referenced | GRI "with reference" + SASB opcional | GRI "in accordance" (Core) + IFRS S1/S2 + SASB |
| Questionário | ~25 perguntas (1-2h) | ~45 perguntas (3-4h) | ~60 perguntas + sessão de materialidade |
| Coleta de dados | Dados já disponíveis na empresa | Coleta ativa (pesquisa satisfação, análise salarial) | Coleta estruturada + apoio da especialista |
| Materialidade | Simplificada (por CNAE) | Análise de materialidade formal | Matriz de dupla materialidade facilitada |
| Entregáveis extras | — | — | Narrativa corporativa, metas com baseline, GRI Content Index, mapeamento IFRS S1/S2, SASB setorial |
| Para quem | PME que precisa sair do zero e atender demanda imediata | PME com estratégia ESG em formação | PME que usa ESG como vantagem competitiva |
Como escolher:
- Se você recebeu a primeira cobrança de um cliente ou banco e precisa responder rápido, o Essencial resolve. Você gera um relatório profissional com dados que já tem, em poucos dias.
- Se sua empresa já tem algumas práticas ESG mas precisa organizar e documentar de forma estruturada, o Estruturado adiciona profundidade com indicadores que exigem coleta ativa.
- Se ESG é parte da estratégia de negócio e você quer um relatório comparável ao de empresas listadas, o Estratégico entrega cobertura GRI "in accordance" com todos os entregáveis qualitativos.
Ser honesto: se sua empresa tem mais de 200 funcionários, opera em setor altamente regulado (mineração, energia, químico) e precisa de verificação independente, uma consultoria presencial pode ser mais adequada. A Paloma atende melhor PMEs de 20 a 100 funcionários em setores de serviços, comércio, tecnologia e manufatura leve.
Matriz de materialidade: como identificar o que importa para seu negócio
A matriz de materialidade prioriza quais temas ESG a empresa deve reportar com profundidade, cruzando impacto no negócio com importância para stakeholders. O GRI 3: Material Topics (2021) define a metodologia. A materialidade simplificada (baseada em CNAE) é adequada para o primeiro relatório; a dupla materialidade (EFRAG/IFRS S1) avalia impacto financeiro e impacto no mundo simultaneamente.
Key takeaway: A materialidade simplificada por CNAE é suficiente para o primeiro relatório — não adie por falta de "análise perfeita".
A matriz de materialidade é a ferramenta que prioriza quais temas ESG sua empresa deve reportar com profundidade e quais pode tratar de forma resumida. Sem ela, você corre o risco de gastar esforço em indicadores pouco relevantes para o seu setor enquanto ignora os que realmente importam.
O conceito vem do GRI 3: Material Topics (2021): cruze o impacto do tema no negócio com a importância para as partes interessadas (stakeholders). O resultado é uma matriz visual que guia o conteúdo do relatório.
Materialidade simplificada (tier Essencial):
A Paloma aplica materialidade baseada no CNAE da empresa. Exemplo: para uma empresa de serviços de TI, os indicadores sociais (S1 a S5) e de governança (G1 a G3, especialmente LGPD) têm peso maior que os ambientais. Para uma metalúrgica, os indicadores ambientais (E1 a E8) ganham prioridade.
Dupla materialidade (tier Estratégico):
A dupla materialidade, recomendada pelo EFRAG e pelo IFRS S1, avalia dois eixos: (1) como os temas ESG afetam financeiramente a empresa e (2) como a empresa impacta o mundo. Esse nível de análise exige sessão facilitada de duas a três horas com gestores e stakeholders.
Como usar seu relatório para conseguir crédito bancário (BACEN 4.945)
A Resolução BACEN 4.945/2021 obriga instituições financeiras a integrar riscos sociais, ambientais e climáticos na análise de crédito. Instituições que adotaram a PRSAC representam mais de R$ 7 trilhões em ativos, segundo o Banco Central (2024). Bancos que aplicam critérios ESG reportaram redução de 15% na inadimplência de carteiras sustentáveis vs. convencionais, segundo a FEBRABAN (2024).
Key takeaway: Bancos já avaliam critérios ESG na concessão de crédito — ter relatório organizado reduz risco percebido e pode melhorar condições.
A Resolução BACEN nº 4.945/2021 obriga instituições financeiras a integrar riscos sociais, ambientais e climáticos na análise de crédito. Na prática, isso significa que o banco já avalia critérios ESG quando sua PME pede empréstimo — mesmo que não use essa palavra explicitamente.
As condições de crédito e taxas diferenciadas dependem da instituição financeira, da linha de crédito e do perfil da empresa. A existência de relatório de sustentabilidade não garante aprovação automática, mas é um dos critérios avaliados conforme BACEN 4.945/2021.
Instituições que adotaram a PRSAC (Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática) já representam mais de R$ 7 trilhões em ativos, segundo o Banco Central (2024). Praticamente todo o sistema bancário brasileiro aplica esses critérios.
O que muda na prática com um relatório de sustentabilidade:
- Documentação de conformidade: O relatório organiza informações que o banco pediria de qualquer forma (licenças, compliance trabalhista, gestão de riscos)
- Acesso a linhas verdes: BNDES, Banco do Brasil e Caixa oferecem condições diferenciadas para empresas com credenciais ESG. O BNDES lançou em 2024 a linha "BNDES Crédito Sustentável" com taxa reduzida de até 1,5 p.p. para empresas com relatório ESG, segundo o BNDES (2024)
- Redução de risco percebido: Bancos que aplicam critérios ESG na análise de crédito reportaram redução de 15% na inadimplência de carteiras sustentáveis vs. convencionais, segundo a FEBRABAN (2024)
- Custo de capital: Empresas com práticas ESG estruturadas têm custo de capital 10-20% menor que pares sem ESG, segundo estudo da McKinsey (2019, atualizado 2023)
A lógica é simples: para o banco, uma empresa que documenta e gerência riscos ESG é uma empresa mais previsível — e empresas previsíveis pagam menos juros.
Quanto custa e como escolher entre plataforma e consultoria
O custo médio de uma consultoria ESG para PMEs no Brasil varia de R$ 30.000 a R$ 120.000 por relatório, segundo levantamento de mercado (2024). Plataformas como a Paloma oferecem alternativa de R$ 990 a R$ 3.990 com estrutura padrão GRI e ajustes setoriais. A consultoria tradicional é mais adequada para empresas com 200+ funcionários ou setores altamente regulados que necessitam de verificação independente.
Key takeaway: Um relatório profissional custa a partir de R$ 990 na plataforma — 30x menos que consultoria tradicional, sem sacrificar referência GRI.
O custo médio de uma consultoria ESG para PMEs no Brasil varia de R$ 30.000 a R$ 120.000 para um relatório completo, segundo levantamento de mercado (2024). Esse valor inclui diagnóstico, coleta de dados, análise de materialidade, redação, design e, em alguns casos, verificação independente.
| Critério | Consultoria tradicional | Plataforma (Paloma) |
|---|---|---|
| Investimento | R$ 30.000 a R$ 120.000 | R$ 990 a R$ 3.990 |
| Tempo de entrega | 3-6 meses | Dias a poucas semanas |
| Personalização | Alta — projeto sob medida | Média — estrutura padrão com ajustes setoriais |
| Verificação independente | Inclusa em pacotes premium | Não inclusa |
| Ideal para | Empresas 200+ func, setores altamente regulados | PMEs 20-100 func, serviços, comércio, tecnologia, manufatura leve |
| Atualização anual | Novo projeto, novo custo | Questionário atualizado, custo reduzido |
O equívoco mais comum: acreditar que ESG é "caro demais" para PMEs. Essa crença paralisa empresas que poderiam começar com 16 indicadores básicos e dados que já possuem. O tier Essencial da Paloma a R$ 990 existe exatamente para isso — tirar sua empresa do zero com investimento proporcional ao porte.
Quando a consultoria vale mais: se sua empresa precisa de verificação independente (auditoria por terceiro), se opera em setor com risco ESG alto (mineração, químico, frigorífico) ou se já tem mais de 200 funcionários com operações complexas. Nesses casos, a plataforma pode servir como base, mas a consultoria presencial complementa.
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